Tutora de pitbull usa caixa de som para tentar afastar onça-parda após ataque em São Paulo

A família de Ragnar, um pitbull que foi atacado por uma onça-parda dentro de um condomínio na Zona Norte de São Paulo, adotou uma estratégia para tentar evitar que o animal volte a se aproximar da residência.

Segundo Mirella Ramos, tutora do cão, uma caixa de som tem sido deixada ligada durante toda a madrugada, com música tocando no fundo da casa. A família também afirma ter comprado fogos de artifício para utilizar caso a onça volte a aparecer.
Mirella contou que a família continua assustada desde o ataque. Com três crianças pequenas em casa, os moradores passaram a manter portas e janelas fechadas durante a noite por medo de que a onça consiga entrar novamente na residência.

Apesar da estratégia adotada pela família, não há comprovação científica de que música seja capaz de afastar onças. Especialistas, no entanto, explicam que esses animais são cautelosos e tendem a evitar o contato com pessoas quando percebem atividade humana ou sonora.
O condomínio Parque Itaguaçu da Cantareira, onde ocorreu o ataque, fica na região da Serra da Cantareira e é cercado por áreas de mata. Segundo a tutora, um vizinho chegou a identificar marcas de patas de uma onça em seu terreno.

A família também cobra medidas da Prefeitura de São Paulo para ajudar os moradores a delimitar os terrenos das casas que fazem divisa com a área de mata. Mirella afirma que algumas residências possuem terrenos extensos e que parte dessas áreas deve ser preservada como mata, mas os moradores precisam de orientação sobre os limites onde os muros podem ser construídos.
Segundo ela, há mais de um ano e meio a família solicita atendimento da subprefeitura para definir essa delimitação, mas ainda não teria recebido uma solução.

A presença da onça também tem causado medo entre as crianças da família. Segundo Mirella, as três filhas estão assustadas e a mais velha, de nove anos, chegou a dizer que não gostaria de continuar morando no local por causa do temor de que o animal volte.
O caso chama atenção para os cuidados necessários em áreas próximas a regiões de mata, especialmente diante da possibilidade de encontros com animais silvestres.
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