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Três cidades com mais feminicídios na região não têm Delegacia da Mulher

Foto do escritor: Deyvi Souza
Deyvi Souza
11 de ago.
2 min de leitura

Um levantamento realizado pelo g1 com dados do SP Vida aponta que as três cidades da região com maior número de feminicídios nos últimos dois anos e meio não possuem Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Região de Araraquara e São Carlos registrou 36 casos de feminicídio entre 2024 e 2026 — Foto: Reprodução e Redes Sociais
Região de Araraquara e São Carlos registrou 36 casos de feminicídio entre 2024 e 2026 — Foto: Reprodução e Redes Sociais

Entre 2024 e os primeiros seis meses de 2026, a região registrou 36 feminicídios. Santa Cruz das Palmeiras aparece na liderança, com sete casos registrados no período. Na sequência estão Aguaí e Boa Esperança do Sul, com quatro ocorrências cada.


Apesar dos números, nenhuma das três cidades conta com uma Delegacia da Mulher. Segundo dados do Censo Demográfico de 2022 citados na reportagem, Santa Cruz das Palmeiras possui 28.864 habitantes, Aguaí tem 32.072 moradores e Boa Esperança do Sul registra 12.978 habitantes. Todas possuem menos de 35 mil moradores.

Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araraquara (SP) — Foto: Brenda Bento/g1
Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araraquara (SP) — Foto: Brenda Bento/g1

A ausência de uma unidade especializada nesses municípios levanta discussões sobre a estrutura disponível para o atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violência.

A advogada Adélia Moreira Pessoa aponta a necessidade de fortalecer o trabalho em rede, principalmente nos municípios menores. Segundo ela, é importante contar com serviços intersetoriais de acolhimento e prevenção, medidas que também estão previstas na Lei Maria da Penha.


A Secretaria de Segurança Pública informou que o atendimento especializado foi ampliado no estado, chegando a 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 salas DDM 24 horas. A pasta, entretanto, não detalhou estudos ou planos específicos para a instalação de novas delegacias nas cidades citadas.


O levantamento chama atenção para a necessidade de fortalecer as políticas de prevenção e os mecanismos de proteção às mulheres, especialmente em municípios que registraram números expressivos de feminicídios e não contam com uma unidade especializada.


Os dados apresentados são referentes ao período de 2024 até os seis primeiros meses de 2026, conforme levantamento realizado pelo g1 com informações do SP Vida.

 
 
 

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