Sogro mata genro após presenciar agressão contra a filha em São José do Rio Pardo
Um homem de 48 anos foi preso após matar o genro, de 26, durante uma ocorrência registrada na manhã de segunda-feira (21), em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, o suspeito afirmou ter agido para interromper uma agressão contra a própria filha.

O crime aconteceu por volta das 8h30, na Rua dos Cravos, no bairro Vila Maschietto. A Guarda Civil Municipal foi acionada depois que uma moradora encontrou um casal ensanguentado na rua. No local, os agentes encontraram a filha do suspeito em estado de desespero e o namorado dela, que estava desorientado e apresentava intenso sangramento na região do pescoço.
O Samu foi acionado e realizou os primeiros atendimentos. Uma unidade de suporte avançado também foi enviada, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Em depoimento à Polícia Civil, Adriano José dos Santos confessou ter desferido o golpe e afirmou que o fez para impedir que o genro continuasse agredindo sua filha. Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação considera inicialmente a hipótese de legítima defesa, mas também apura se houve eventual excesso na reação.

Após o ataque, a jovem relatou aos agentes o que havia acontecido. Adriano deixou o local, mas foi localizado posteriormente na residência da namorada, também na Vila Maschietto. Ele confessou o crime e foi preso em flagrante.
A faca usada no ataque não foi localizada. Segundo o investigado, o objeto teria sido arremessado em um bueiro, mas ele não soube informar exatamente onde.
A vítima foi identificada como Fabiano Fernando Ponteado Lopes, de 26 anos. Segundo a Polícia Civil, ele tinha histórico criminal relacionado ao tráfico de drogas. Fabiano morreu na véspera do próprio aniversário e foi enterrado no dia em que completaria 27 anos.
Adriano passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória, sem necessidade de pagamento de fiança. A decisão determinou medidas cautelares, entre elas comparecimento mensal em juízo, presença nos atos do processo para os quais for intimado, proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização e obrigação de manter endereço e telefone atualizados.

O caso continua sendo investigado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG), que deverá analisar as circunstâncias da agressão e se a reação do suspeito ocorreu dentro dos limites da legítima defesa.
A defesa informou que Adriano constituiu advogado particular para acompanhá-lo na audiência de custódia. Até a publicação da reportagem original, a defesa não havia se manifestado sobre o caso.
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