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Setembro Amarelo: mês reforça a importância da escuta, do acolhimento e da prevenção do suicídio

Foto do escritor: Deyvi souza
Deyvi souza
4 de set.
4 min de leitura

Setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre saúde mental e à prevenção do suicídio. A proposta é ampliar o diálogo, combater o preconceito e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento emocional.

O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é lembrado em 10 de setembro. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde destaca o tema “Changing the narrative on suicide”, em tradução livre, “Mudando a narrativa sobre o suicídio”, com o chamado para iniciar conversas, reduzir o estigma e criar ambientes em que as pessoas se sintam seguras para falar sobre o que estão vivendo.


No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) também reforça a importância da escuta durante a campanha de 2026. Com o tema “Escutar é estar presente”, a entidade destaca que ouvir alguém com atenção e acolhimento pode ser um primeiro passo para que uma pessoa em sofrimento encontre apoio e não enfrente esse momento sozinha.


O que é o Setembro Amarelo?


A campanha busca chamar atenção para a prevenção do suicídio e para a importância de cuidar da saúde mental durante todo o ano. O objetivo não é apenas falar sobre o problema, mas também estimular a identificação de situações de sofrimento, fortalecer redes de apoio e facilitar o acesso aos serviços de saúde.


A Organização Mundial da Saúde considera o suicídio um importante problema de saúde pública e destaca que as mortes por suicídio podem ser prevenidas por meio de estratégias baseadas em evidências, políticas públicas e ampliação do acesso ao cuidado.


Por que é importante falar sobre o assunto?


Durante muito tempo, o tema foi cercado por silêncio, medo e preconceito. Essa dificuldade em falar sobre sofrimento emocional pode fazer com que pessoas em situação de crise deixem de procurar ajuda.


Para a OMS, mudar a forma como a sociedade fala sobre suicídio significa substituir o silêncio e o estigma por abertura, empatia e apoio, criando condições para que pessoas em sofrimento consigam falar e buscar atendimento.


Falar sobre o assunto de maneira responsável não significa estimular o comportamento suicida. Ao contrário, uma conversa acolhedora pode ajudar a aproximar a pessoa de uma rede de proteção e dos serviços especializados.


Como perceber que alguém pode estar precisando de ajuda?


Não existe um único comportamento que permita identificar uma situação de risco. Mudanças importantes na rotina, isolamento, sofrimento intenso, desesperança ou falas relacionadas à morte podem ser sinais de que uma pessoa precisa de atenção e acolhimento.


Por isso, familiares, amigos e colegas devem evitar julgamentos e criar um espaço seguro para conversa. Perguntar como a pessoa está, ouvir com atenção e demonstrar disponibilidade pode ser importante.


O mais importante é não minimizar o sofrimento com frases como “isso é falta do que fazer”, “você precisa reagir” ou “tem gente em situação pior”.


O que fazer quando alguém pede ajuda?


A primeira atitude deve ser ouvir com calma e levar o sofrimento a sério. A pessoa não deve ser deixada sozinha em uma situação de risco imediato.


O Ministério da Saúde orienta que quem precisa de ajuda pode procurar CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA 24 horas, pronto-socorro ou hospitais. Em situações de emergência, o SAMU pode ser acionado pelo 192.


Outra opção é o Centro de Valorização da Vida, que oferece apoio emocional pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia. O atendimento também pode ser buscado pelos canais digitais disponibilizados pelo CVV.


E quando existe risco imediato?


Quando existe uma situação de perigo imediato, a prioridade é buscar atendimento de emergência e garantir que a pessoa permaneça acompanhada em um ambiente seguro.

Nesses casos, familiares ou amigos podem procurar um serviço de emergência, acionar o SAMU pelo 192 ou procurar uma unidade de pronto atendimento. O Ministério da Saúde também orienta a utilização da rede de atenção psicossocial e dos serviços de saúde disponíveis.


A importância da rede de apoio


A prevenção não depende de uma única pessoa. Família, amigos, escola, empresas, serviços de saúde e poder público fazem parte de uma rede que pode ajudar a identificar sofrimento e encaminhar quem precisa de atendimento.

Segundo a OMS, a prevenção também exige ações institucionais, políticas públicas e melhoria do acesso a cuidados de saúde mental.


Setembro Amarelo não termina em setembro


Embora setembro concentre campanhas e ações de conscientização, o cuidado com a saúde mental precisa continuar durante todo o ano.


Escutar alguém, demonstrar preocupação, combater o preconceito e orientar sobre onde buscar ajuda são atitudes que podem fazer diferença em qualquer época.


O principal recado da campanha é simples: ninguém precisa enfrentar um momento de sofrimento sozinho.


Serviço

CVV – Centro de Valorização da Vida: 188, gratuito e 24 horas.

SAMU: 192, em situações de emergência.

CAPS, UBS, UPA, pronto-socorro e hospitais: serviços da rede pública que podem oferecer atendimento e encaminhamento.

10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Importante: diante de um caso de risco imediato, procure ajuda profissional e os serviços de emergência da sua região.

 
 
 

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