Polícia investiga morte de juíza após procedimento em clínica de reprodução assistida

A Polícia Civil investiga a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Segundo o boletim de ocorrência, a magistrada realizou o procedimento na última segunda-feira, dia 4. Após receber alta, ela passou mal em casa, relatando fortes dores e sensação de frio, sendo levada novamente à clínica pela mãe.
Ainda de acordo com o registro policial, a equipe médica identificou uma hemorragia vaginal e tentou conter o sangramento. O quadro de saúde se agravou e a juíza precisou passar por cirurgia. Durante o atendimento, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental. Exames foram solicitados ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias da ocorrência.
Mariana atuava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que decretou luto oficial e divulgou nota lamentando a morte da magistrada.
O caso gerou repercussão e reacendeu discussões sobre segurança em procedimentos médicos e acompanhamento pós-operatório em tratamentos de reprodução assistida.
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