Pai foi condenado a mais de 24 anos pela morte da filha de 4 anos em São Paulo

A Justiça de São Paulo condenou o pai de Sophia, de 4 anos, pela morte da própria filha, encontrada asfixiada em dezembro de 2015, no apartamento onde o pai morava, na região do Jabaquara, na Zona Sul da capital paulista.

Na condenação original, proferida em 2018 pelo Tribunal do Júri, o réu recebeu pena de 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo homicídio da menina. Ele também foi condenado por fraude processual, por ter alterado elementos da cena do crime.
Segundo a investigação da época, Sophia foi encontrada com uma sacola plástica na cabeça. A versão apresentada pelo pai era de que a criança teria se sufocado acidentalmente enquanto brincava com a sacola, mas a perícia apontou lesões no corpo da menina e os investigadores contestaram essa explicação.
O caso, porém, teve novos desdobramentos na Justiça. Em 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o primeiro julgamento por uma contradição nas respostas dadas pelos jurados e determinou que o réu aguardasse um novo julgamento em liberdade.

Em 2023, um novo júri concluiu que não havia intenção de matar e condenou o pai por homicídio culposo, com pena de 1 ano, 6 meses e 20 dias. Essa decisão também passou a ser questionada judicialmente, e em 2024 foi determinada a realização de um novo julgamento, ainda sem data definida naquela atualização.
Por isso, a informação de uma condenação superior a 24 anos corresponde à sentença original de 2018, e não deve ser apresentada isoladamente como se fosse a situação judicial atual do caso. O processo passou por anulações e novos julgamentos desde então.

O caso Sophia permanece marcado pela longa disputa judicial sobre as circunstâncias da morte da menina e sobre a responsabilidade criminal do pai.
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