Operação contra quadrilha envolvida em fraudes via pix e falsos registros de roubos cumpre 45 mandados no interior de SP

Equipes da Polícia Militar (PM) e Polícia Civil, com apoio do Ministério Público (MP), cumprem mais de 45 mandados de busca e apreensão nas regiões de Limeira (SP) e Campinas (SP), nesta terça-feira (16), em operação contra um esquema criminoso de fraudes financeiras, com comunicação falsa de roubos e golpes via transações por pix.
Os mandados foram expedidos pela Justiça de Piracicaba (SP), sendo 43 em Limeira (SP), um em Araras (SP) e um em Campinas (SP).
As investigações da Operação Fictus apuram, entre outros delitos, os crimes de falsa comunicação de crime e estelionato. Até a publicação desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram encaminhadas para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Limeira (SP). As ruas do entorno foram interditadas.

Como agiam os criminosos?
O esquema ocorria pela criação de falsos registros de roubos e pedidos de estorno via pix, em tentativa de obtenção de vantagens ilícitas.
Ainda conforme a polícia, a prática que não apenas lesava instituições bancárias, “mas inflava artificialmente os índices criminais e comprometia o direcionamento do policiamento na região”, detalhou o Coronel PM Cleotheos Sabino de Souza Filho em nota à imprensa.
"A operação tem como alvos integrantes de uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias, que atuavam mediante o registro de ocorrências policiais falsas, especialmente de roubos que, na realidade, não ocorreram", afirmou a Polícia Militar.

Após o registro fraudulento, os investigados realizavam contestações de transferências via sistema Pix, para obter o estorno indevido dos valores.
Destaca-se que as denúncias caluniosas e os registros falsos de ocorrências impactam diretamente os indicadores criminais, gerando aumento artificial nos índices de roubo na região.
“Tais práticas prejudicam o planejamento operacional da Polícia Militar, uma vez que distorcem a análise criminal e direcionam o emprego do policiamento ostensivo para locais onde os crimes não ocorreram, em detrimento das áreas que efetivamente necessitam de maior presença policial”, completou o comandante do CPI-9.
A ação integrada tem participação de equipes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (DEINTER 9), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Piracicaba.

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