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ONG ligada à produtora de filme sobre Bolsonaro é investigada por supostas irregularidades em contrato milionário

  • Foto do escritor: Deyvi Souza
    Deyvi Souza
  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura

Uma ONG ligada à produtora responsável por um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigada por suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi gratuito na capital paulista.

A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais

Segundo as investigações divulgadas pela imprensa, o Instituto Conhecer Brasil teria apresentado cerca de R$ 16,5 milhões em documentos considerados irregulares na prestação de contas do contrato. Entre os apontamentos estão notas fiscais canceladas, recibos sem validade tributária e documentos classificados como indevidos.

O caso é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A ONG é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também está ligada à produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória política de Jair Bolsonaro.

De acordo com as informações divulgadas, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita em comunidades da capital. Até o momento, cerca de 3.200 pontos teriam sido instalados.

As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. — Foto: Reprodução/PMSP
As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. — Foto: Reprodução/PMSP

Entre os principais questionamentos apontados na investigação estão a utilização de notas fiscais canceladas, documentos sem comprovação tributária oficial e até registros emitidos pela própria entidade para ela mesma.

As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. — Foto: Reprodução/PMSP
As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. — Foto: Reprodução/PMSP

Em nota, representantes ligados ao instituto afirmaram colaborar com as investigações e disseram que ainda não existem conclusões definitivas sobre o caso. Já a Prefeitura de São Paulo informou que os valores apontados como irregulares foram devolvidos e que o contrato segue sob acompanhamento técnico.

O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caso continua sendo apurado pelas autoridades.


 
 
 

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