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Menina com tumor raro é aceita para tratamento experimental na Itália e família inicia campanha para arrecadar recursos

Foto do escritor: Carla Kamel
Carla Kamel
16 de mar.
2 min de leitura

Uma menina de 6 anos foi diagnosticada com um tumor cerebral raro e extremamente agressivo, conhecido como glioma difuso na ponte, localizado no tronco encefálico, região responsável por funções vitais do organismo.

Ana tem seis anos e foi diagnosticada com um tumor raro e muito agressivo — Foto: Arquivo pessoal
Ana tem seis anos e foi diagnosticada com um tumor raro e muito agressivo — Foto: Arquivo pessoal

A doença foi descoberta após a criança começar a apresentar dores de cabeça frequentes, o que levou os pais a procurarem atendimento médico e realizarem exames que confirmaram o diagnóstico.

Esse tipo de tumor é considerado grave e, na maioria dos casos, não pode ser operado devido à área sensível do cérebro onde se desenvolve.


De acordo com especialistas, a expectativa de vida para pacientes com esse tipo de tumor costuma variar entre seis meses e um ano, o que levou a família a buscar alternativas de tratamento em outros países. Após uma série de contatos com centros médicos internacionais, a menina foi aceita para participar de um tratamento experimental em um hospital pediátrico em Roma, na Itália, que utiliza uma técnica avançada de imunoterapia baseada em engenharia genética.


Antes de seguir para o tratamento no exterior, a criança iniciou sessões de radioterapia em São Paulo, etapa considerada necessária para enfraquecer a barreira do tumor e permitir que o medicamento experimental possa agir de forma mais eficaz posteriormente.


O tratamento proposto utiliza células do próprio organismo da paciente, que passam por um processo de modificação genética em laboratório para que possam combater diretamente as células tumorais.


O custo estimado para todo o tratamento é de aproximadamente 220 mil euros, valor que ultrapassa 1,3 milhão de reais. Por isso, a família iniciou uma campanha nas redes sociais e também mobilizou amigos e conhecidos para arrecadar recursos e viabilizar a viagem e o tratamento da criança no exterior.


Segundo os pais, a mobilização é uma verdadeira corrida contra o tempo, já que o tratamento precisa ser iniciado logo após a conclusão da radioterapia. Enquanto buscam alcançar o valor necessário, a família mantém a esperança de que a terapia experimental possa ampliar as chances de sobrevivência da menina ou oferecer mais tempo até que novos tratamentos sejam desenvolvidos.

 
 
 

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