Investigação aponta uso de "ônibus fantasmas" em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC em São Paulo
- Deyvi Souza

- 29 de jun.
- 2 min de leitura
As investigações da Operação Última Parada revelaram um suposto esquema de fraude envolvendo uma empresa de transporte coletivo da capital paulista, suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, a empresa utilizava os chamados "ônibus fantasmas" para inflar artificialmente seu patrimônio. Segundo a investigação, os veículos não eram inexistentes, mas apareciam nos registros contábeis como novos aportes de capital, sem que houvesse comprovação financeira compatível com os valores declarados.
Os investigadores afirmam que o esquema permitiu que o capital social da empresa saltasse de cerca de R$ 105 mil para mais de R$ 50 milhões, tornando-a apta a participar de licitações públicas para a operação de linhas de ônibus na cidade.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra empresários e outros investigados. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e o afastamento da diretoria da empresa. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, assumiu temporariamente a administração da concessionária para garantir a continuidade do transporte público sem prejuízos aos passageiros.
As investigações também apuram a utilização de pessoas como "laranjas" e a possível participação de integrantes da organização criminosa na administração e no controle financeiro da empresa. A suspeita é de que recursos obtidos por meio de atividades ilícitas fossem incorporados ao patrimônio da concessionária e posteriormente utilizados para dar aparência de legalidade ao dinheiro.
A Polícia Civil e o Ministério Público informaram que as investigações continuam e que novos desdobramentos não estão descartados. Os investigados terão direito à ampla defesa durante o andamento do processo.
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