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Imagens no elevador revela deboche de jovens após estupro coletivo contra adolescente em Copacabana

Foto do escritor: Carla Kamel
Carla Kamel
9 de mar.
3 min de leitura

Rio de Janeiro, 9 de março de 2026 – Um vídeo gravado dentro de um elevador expôs o comportamento debochado de cinco jovens momentos após o estupro coletivo sofrido por uma adolescente de 17 anos, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Imagens mostram os suspeitos celebrando no elevador — Foto: Reprodução/Fantástico
Imagens mostram os suspeitos celebrando no elevador — Foto: Reprodução/Fantástico

A gravação, exibida pelo programa Fantástico neste domingo (8), mostra os suspeitos rindo e fazendo piadas sobre o sofrimento causado. Um deles afirma: “A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje...”.


O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro de 2026. A vítima, estudante, foi convidada por um colega de escola, um adolescente de 17 anos com quem já havia se relacionado, para um encontro no apartamento pertencente à família de um dos envolvidos. Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram a chegada: três dos jovens entraram às 19h24; a adolescente e o menor chegaram um minuto depois, às 19h25.


Segundo o depoimento da vítima à 12ª DP (Copacabana), o que começou como um encontro a dois virou uma emboscada. Ao entrar no quarto com o colega, outros quatro jovens invadiram o local, trancaram a porta e a imobilizaram.

Durante cerca de uma hora, os cinco se revezaram em agressões sexuais e físicas, incluindo tapas, chutes e socos. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou lesões compatíveis com o relato.


Após o ato, as câmeras flagraram a saída da vítima junto com o menor. Instantes depois, no elevador, os suspeitos comemoraram o ocorrido. O vídeo obtido pelo Fantástico chocou autoridades e sociedade. O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, declarou: “Essas imagens são chocantes. Faltam até palavras e adjetivos para narrar o que representa esse tipo de conduta”.


Padrão de violência e novas denúncias A investigação revelou que o grupo formado por quatro maiores de idade e um menor teria cometido outros abusos sexuais. Após o caso ganhar repercussão, outras adolescentes procuraram a polícia. Entre elas:

  • Uma jovem que hoje é maior de idade relatou ter sido forçada a sexo oral em uma festa por um dos suspeitos, mesmo após dizer “não” repetidamente. Ela afirmou que só denunciou após tomar conhecimento do caso da adolescente de 17 anos.

  • A mãe de outra vítima (que tinha 14 anos na época) contou que a filha também foi agredida por pelo menos dois dos envolvidos.

  • A avó da vítima principal (que tem a guarda da adolescente) descreveu hematomas graves: “Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada”. Ela relatou que a neta pediu para parar “dezenas de vezes”.


O irmão da vítima de 17 anos recebeu mensagem dela pedindo socorro: “Preciso de ajuda agora, é sério. Acho que fui estuprada”.

O menor continuou frequentando o Colégio Pedro II (onde estudava com a vítima) e chegou a rondar a irmã mais nova dela, de 12 anos.

Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana — Foto: Reprodução/Fantástico
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana — Foto: Reprodução/Fantástico

Situação processual Os quatro maiores de idade se apresentaram à polícia e foram encaminhados ao sistema prisional. O menor foi apreendido e levado à unidade do Degase. Eles foram indiciados por estupro coletivo qualificado (vítima menor de idade) e cárcere privado, crimes que podem levar a penas de até 18 anos de prisão.


As defesas dos acusados negam as acusações e afirmam que provarão a inocência durante o processo.


O Colégio Pedro II informou, em nota, que acolhe todas as denúncias e abriu processo disciplinar contra os envolvidos, que pode resultar em expulsão.


O caso reacende o debate sobre violência sexual entre adolescentes, impunidade e a necessidade de prevenção em ambientes escolares. O disque 180 segue à disposição para denúncias e apoio às vítimas.


(Matéria baseada em reportagem do Fantástico/G1, depoimentos colhidos pela Polícia Civil e informações de fontes oficiais. )

 
 
 

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