Do cartão-postal ao alerta: lago do Parque Ecológico de Matão enfrenta vazamento mais de 30 anos após inauguração
Imagens históricas mostram como era o Parque Ecológico quando foi entregue à população, em 1992. Hoje, o mesmo lago enfrenta um vazamento que provocou forte redução no nível da água e mobilizou equipes municipais e estaduais.

Mais de três décadas separam duas imagens do mesmo lugar. De um lado, registros históricos mostram o Parque Ecológico de Matão nos primeiros anos de sua existência, quando a área foi entregue à população. Do outro, imagens atuais revelam um cenário completamente diferente, marcado pela redução significativa do nível da água do lago após a identificação de um vazamento.
O Parque Ecológico Laert José Tarallo Mendes foi inaugurado junto com a Praça Alfredo de Paiva Garcia em 30 de dezembro de 1992, durante a gestão do então prefeito João Fecchio.
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Desde então, o espaço se consolidou como um dos principais pontos de lazer e convivência de Matão, tornando-se parte da paisagem e da memória de várias gerações de moradores.
Mais de 30 anos depois, um cenário de preocupação
A tranquilidade do cartão-postal foi interrompida no início de setembro de 2026.
Na manhã de 2 de setembro, equipes identificaram um vazamento de água na região da caixa de inspeção e na estrutura da Praça Alfredo de Paiva Garcia, no bairro Nova Matão. A água continuava avançando pelo local e mobilizou equipes da Prefeitura e da Defesa Civil.
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Uma das primeiras medidas adotadas foi o isolamento de áreas próximas ao lago. A Rua Itápolis, conhecida popularmente como Rua do Esquenta, e a praça chegaram a ser interditadas preventivamente enquanto as equipes tentavam compreender a origem do problema.
O problema chamou ainda mais atenção porque o nível do lago começou a baixar de maneira significativa.
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Para quem passa pelo local, a mudança é visível. Em determinados pontos, partes do leito que antes permaneciam cobertas pela água passaram a ficar expostas. O rebaixamento rápido do nível despertou preocupação entre moradores e frequentadores do parque.
Água chegou à região da praça
Durante as primeiras avaliações, equipes municipais realizaram intervenções para tentar identificar por onde a água estava escapando.
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Segundo informações divulgadas na época, foi lançado concreto em um ponto de escoamento do lago, conhecido popularmente como “ladrão”. O material acabou sendo observado passando pela região da praça, ajudando as equipes a entender o caminho percorrido pela água.
A possibilidade de que a água estivesse escapando por locais diferentes das tubulações chegou a levantar preocupação quanto às condições do solo e da estrutura, motivo pelo qual a área foi mantida sob monitoramento e com restrições de circulação.
Defesa Civil Estadual e SP Águas entram na avaliação
Diante da situação, o caso deixou de ser acompanhado apenas pelas equipes municipais.
Na sexta-feira, 4 de setembro, profissionais da SP Águas – Agência de Águas do Estado de São Paulo e da Defesa Civil do Estado de São Paulo estiveram em Matão para realizar uma avaliação técnica no lago.
A equipe contou com o fiscal Pedro Carvalho Melado, os engenheiros civis Mauro César Azevedo e Monique Oliveira, ambos a serviço da SP Águas, além do coordenador regional da Defesa Civil, Amarildo Calegari.
Os técnicos realizaram uma vistoria na estrutura do lago e na região onde o vazamento havia sido identificado.
A avaliação preliminar não apontou, naquele momento, riscos que impedissem a circulação de pedestres ou o funcionamento dos estabelecimentos comerciais da região. Com isso, pedestres e comércios puderam voltar a utilizar as áreas liberadas.
Mas a liberação não significou que o problema estivesse resolvido.
Interdição permanece em pontos considerados de segurança
Apesar da liberação para pedestres, a orientação técnica manteve a restrição para veículos em determinados trechos e o isolamento da área imediatamente próxima ao alambrado da barragem.
A recomendação é preventiva enquanto as análises continuam.
O laudo técnico definitivo, segundo as informações divulgadas pela Prefeitura, deve apresentar uma avaliação mais detalhada das condições estruturais do lago e das possíveis causas do vazamento. A previsão divulgada é de emissão na sexta-feira, 11 de setembro.
De 1992 a 2026: imagens contam a história
É justamente nesse ponto que os registros históricos ganham importância.
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As imagens da época da inauguração mostram um Parque Ecológico recém-entregue à população, em um momento em que aquela área começava a se transformar em um dos espaços mais conhecidos de Matão.
Mais de 30 anos depois, as imagens atuais mostram o mesmo cenário passando por um momento delicado.
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O lago, que durante décadas fez parte da paisagem do parque, agora aparece com o nível da água consideravelmente mais baixo, consequência do vazamento que mobilizou autoridades e levou à adoção de medidas de segurança.
A comparação entre as imagens permite não apenas observar a transformação física do espaço ao longo das décadas, mas também relembrar a importância histórica do Parque Ecológico para a cidade.
O que acontece daqui para frente?
Ainda existem perguntas que precisam ser respondidas: qual foi exatamente a origem do vazamento? A estrutura do lago sofreu algum comprometimento? O que provocou a perda de água? E quais obras serão necessárias para solucionar definitivamente o problema?
Essas respostas deverão depender da conclusão das avaliações técnicas e do laudo oficial.
Enquanto isso, o Parque Ecológico segue sendo acompanhado pelas autoridades.
O episódio de 2026 coloca novamente em evidência um espaço que faz parte da história de Matão desde 1992. E, ao colocar lado a lado as imagens de quando o parque foi entregue e as imagens atuais, fica evidente o tamanho da transformação vivida por esse cartão-postal ao longo de mais de três décadas.
De um lago recém-construído, símbolo de uma nova área de lazer para a cidade, ao cenário atual de preocupação e investigação técnica: a história do Parque Ecológico continua sendo escrita — agora, diante de um dos momentos mais delicados desde sua inauguração.
Fontes: Prefeitura de Matão, SP Águas, Defesa Civil do Estado de São Paulo e veículos de imprensa locais.
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