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Cidade de Sertãozinho distribui panfleto pedindo que população não dê esmolas

  • Foto do escritor: Carla Kamel
    Carla Kamel
  • 2 de dez.
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Sertãozinho, município a cerca de 20 quilômetros de Ribeirão Preto, iniciou a distribuição de panfletos orientando a população a não doar dinheiro a pessoas em situação de rua.

Panfleto distribuído pela Prefeitura de Sertãozinho – Foto: reprodução
Panfleto distribuído pela Prefeitura de Sertãozinho – Foto: reprodução

Segundo a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Tatiane Guidone, a escolha da frase tem a função de provocar reflexão incentivar os moradores a lerem o conteúdo interno do material.


Percebemos que, durante os atendimentos com pessoas em situação de rua, lá em 2020, quanto mais esmolas elas recebiam na rua, mais permaneciam ali e deixavam de buscar o serviço público, as políticas públicas que estão acessíveis para todos


A campanha foi desenvolvida internamente, com participação de assistentes sociais e psicólogos, com base em relatos das próprias pessoas em situação de rua, conforme explicação da secretaria.


Conforme explicação do material, “o dinheiro doado pode financeira compra de drogas e/ou bebidas, contribuindo para a dependência química da pessoa (se for o caso) e ocasionado grave problemas à saúde”.

 

Ação busca informar sobre atendimento adequado

Os folhetos distribuídos, além de orientar a população a não dar esmolas a pessoas em situação de rua, recomendam que elas orientem esse grupo a procurar o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop), para receber atendimento adequado.


No local, são oferecidas três refeições aos acolhidos, além da disponibilização de itens de higiene pessoal para banho e roupas. Além disso, a secretária explica que o local oferece outros serviços para que essas pessoas possam buscar dignidade.


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A nossa ideia é mostrar que existe um serviço, e que se ele quiser [a pessoa em situação de rua], o serviço está à disposição […] Tem uma assistente social que vai mostrar alternativas para ele, mostrar caminhos, tem assistente social, tem um psicólogo, tem um terapeuta ocupacional.


Tem toda uma equipe multidisciplinar que busca ajudar na regularização de documentos, encaminhamento para cursos. Nossa ideia é promover uma vida digna


No início deste ano, a pasta afirma que o número de atendimentos chegou a uma média de 40 por dia, contudo, atualmente está em torno de 15. A queda recente estaria ligada ao encaminhamento de usuários para empregos, programas de aluguel social ou tratamento para dependência química.


Ela ainda continua dizendo que “o princípio da dignidade da pessoa humana se refere justamente a ter moradia justa e condições de vida salubre, enquanto que, a situação de moradia na rua por si só, já é capaz de ferir este princípio”.

 
 
 

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