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Caso Orelha: polícia aponta adolescente como autor das agressões e pede internação

Foto do escritor: Carla Kamel
Carla Kamel
9 de fev.
2 min de leitura

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha avançou em Florianópolis e resultou na identificação de um adolescente de 15 anos como o responsável pelas agressões que levaram à morte do animal. O caso ocorreu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, e ganhou repercussão nacional.



De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a conclusão foi alcançada após a análise de cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança e a oitiva de 24 testemunhas. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, acompanhado de um pedido de internação do adolescente. Outros três jovens inicialmente investigados foram descartados por não estarem no local no momento da agressão.


O delegado Renan Balbino explicou que o cruzamento das imagens com dados de localização por celular foi decisivo para excluir os demais suspeitos. Segundo a polícia, o adolescente deixou um condomínio em direção à praia por volta das 5h25 e retornou pouco depois. Imagens também mostram o cão saindo de sua casinha às 5h18 e reaparecendo às 6h32, já ferido, com o último registro às 7h05.


Para a Polícia Civil, as imagens indicam que o animal já apresentava lesões no momento em que retorna à área monitorada. No entanto, não foi produzido um laudo pericial específico para determinar com precisão o horário exato das agressões.


A defesa do adolescente contesta as conclusões da investigação. O advogado Alexandre Kale afirma que há inconsistências na linha do tempo apresentada pela polícia e argumenta que o cão aparece caminhando normalmente horas depois do período indicado como o da agressão.


A defesa também aponta fragilidades no conjunto de provas e questiona a ausência de imagens diretas do momento da agressão. Outro ponto citado pela polícia foi uma suposta contradição no depoimento do jovem, que inicialmente afirmou ter permanecido apenas na área da piscina do condomínio na manhã do ocorrido.



Os investigadores ainda destacaram que, ao retornar de uma viagem aos Estados Unidos, cerca de 25 dias após o caso, familiares do adolescente teriam tentado ocultar um boné e um moletom usados no dia do ataque. A mãe do jovem negou qualquer tentativa de esconder objetos e afirmou desconhecer quais provas estavam sendo mencionadas.


A defesa também criticou o pedido de internação, alegando que a medida não se aplica ao caso e que não há elementos suficientes para restringir a liberdade do adolescente. A pedido da Polícia Civil, a Justiça determinou a entrega do passaporte do menor, enquanto o caso segue sob análise do Ministério Público

 
 
 

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